Uma coisa, um dono canónico
Cada objeto durável tem uma nota/local que manda nele. Outros contextos ligam para o dono e registam apenas a implicação local.
Esta página traduz o percurso conceptual em estrutura operacional: pastas, regras de entrada, memória do agente, decision registers, task cockpit, runbooks e revisão.
Não é a metodologia do teu amigo. É um manual técnico de referência: ele escolhe Claude, Obsidian, Notion, Markdown ou outro stack depois de decidir a sua constituição.
Antes de implementar qualquer ferramenta, fixa estes princípios. São técnicos porque governam comportamento, não porque dependem de software.
Cada objeto durável tem uma nota/local que manda nele. Outros contextos ligam para o dono e registam apenas a implicação local.
O que entra na memória do agente influencia conversas futuras. Só entra se for estável, compacto e reduzir repetição.
Resumo conta o que foi dito. Decisão conta o que mudou: escolha, rationale, implicação, estado e alternativas rejeitadas.
Task cockpit mostra trabalho vivo. Quando há resultado durável, promove-se para decisão, fonte, output, nota de projeto ou runbook.
Se um processo se repete, vira runbook, prompt operacional, script, snippet ou instrução de projeto.
Nem tudo é capturado. Ideias sem função clara podem ficar fora, estacionadas ou arquivadas.
Esta estrutura é inspirada no Xavier, mas pode ser implementada com Obsidian, pastas Markdown, Notion ou outro sistema.
00 System # constituição, schema, templates, logs 10 Dashboard # home, cockpit, decisões abertas, visão atual 20 Inbox # capturas temporárias e material por processar 30 Projects # projetos, dashboards, decisões, outputs, tarefas situadas 40 Knowledge # conceitos, sínteses e frameworks reutilizáveis 50 Operations # runbooks, automações, backups, integrações, agentes 60 Sources # fontes/proveniência: artigos, vídeos, documentos, transcrições 70 Assets # imagens, PDFs, anexos e media de suporte 90 Archive # material antigo, superseded ou fechado
Usa JD se quiseres referir notas rapidamente em conversa: “volta à 33.12”, “a regra está na 02.05”. JD é endereço e governo de propriedade, não taxonomia total.
Esta é a peça mais prática. A pessoa fala normalmente; o sistema decide o destino com base no estatuto.
Templates demais criam burocracia. Estes quatro chegam para começar.
### YYYY-MM-DD — Título da decisão - Decision: - Rationale: - Implication: - Status: active | proposed | superseded | deferred - Options rejected: - Alternative A — rejected because [reason] - Source: - Related:
--- type: source status: active captured: YYYY-MM-DD source_url: --- # Título ## Proveniência - Autor: - URL: - Data: ## Porque pode interessar ## Conteúdo / excerto ## Possíveis usos - Projeto: - Conceito: - Tarefa:
# Projeto ## Estado atual ## Decisões-chave ## Próximas ações ## Fontes / evidência ## Outputs ## Questões abertas ## Links canónicos
# Runbook: Nome ## Quando usar ## Pré-requisitos ## Passos 1. 2. 3. ## Pitfalls ## Verificação ## Rollback / alternativa
Trata a memória global como uma superfície de alto impacto. Ela deve ser curta, declarativa e curada.
Guardar isto em memória global? 1. Ainda será verdade em 7 dias? 2. Reduz steering futuro? 3. É estável e compacto? 4. Não pertence melhor a uma nota, decisão ou runbook? 5. Está livre de segredos/dados sensíveis?
Podes usar Kanban, Notion database, Markdown tasks ou outra vista. O importante é separar tarefa de memória.
Uma tarefa concluída não é automaticamente conhecimento. Se gerou uma decisão, fonte, output ou procedimento, promove. Se não, pode desaparecer após revisão.
- [ ] Rever artigo X para decidir se entra no mapa de literatura #area/phd #status/next - Próxima ação: ler abstract + método - Owner: 37.04 Literature Map - Output: decisão source-only vs concept note
A revisão não deve virar projeto. Deve impedir sedimentação.
Ver inbox, tarefas bloqueadas, decisões novas, fontes não processadas e notas que entraram sem owner claro.
Perguntar o que a memória global deve esquecer, compactar ou transformar em nota/runbook.
Só em notas críticas: dashboards, decision registers, runbooks, trackers e sínteses ativas.
Se uma coisa não tem dono, uso, estado ou caminho de promoção, provavelmente não merece ficar ativa.
Quando estes pontos estão decididos, a pessoa pode escolher a metodologia com muito menos risco.